Foi quando fiquei grávida do meu 2º filho que pensei mais profundamente sobre o ciúme entre irmãos. Tenho dois irmãos e não me lembro de sentir ciúmes deles, eventualmente até poderei ter sentido, mas não foi nada muito importante pois não faz parte da minha memória. E assim queria que os meus filhos vivessem a fraternidade, sem ciúmes, aceitando-se mutuamente e respeitando a individualidade de cada um.
No entanto, o receio de que o nosso filho, que uns meses
depois se tornaria o mais velho, não aceitasse a nova realidade de uma forma
pacífica surgiu na minha cabeça e naturalmente em casal.
Quando nasce um mano, o filho mais velho tem de aprender a
dividir o espaço, as coisas, e mais importante a atenção dos seus pais e estas
aprendizagens podem não ser pacíficas, mas para isso os pais têm um papel
fundamental!
O nosso filho mais velho participou em tudo o que tinha a
ver com a chegada do mano, desde a escolha do nome, preparação do quarto, a
compra de roupinha. Sentiu-se importante e sentiu que a chegada do mano era uma
novidade muito boa!
E efetivamente a chegada do mano correu lindamente! Houve um
momento de nervosismo sim, um momento em que todas as imagens que o meu pequeno
tinha criado do irmão foram confrontadas com a realidade e esse momento pode
não ter sido fácil, mas foi mesmo isso… um momento só!
Eu e o meu marido fizemos um esforço muito grande em dividir
as atenções pelos dois pequenos seres, eventualmente até dando mais importância
ao mais velho, pois este tinha mais perceção enquanto o bebé ainda só precisava
que lhe satisfizessem as necessidades básicas.
Lembro-me que logo quando me foi possível, dediquei um dia
inteiro apenas ao mais velho, fomos passear, fizemos o que mais gostava e isso
fê-lo perceber que não tinha perdido nada com a chegada do mano.
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